Daodejing / Tao Te Ching — w językach estońskim i portugalskim

Estońsko-portugalska dwujęzyczna książka

Laozi

Daodejing

Lao Tzu

Tao Te Ching

Tõlkija: Tõnn Sarv

1

Capítulo I

Kõlblik tee ei kõlba.
Nimi ei tähenda midagi.
Alguses pole nime,
nimetamisest tekib kõik.
Kes ei taha, see näeb;
kes tahab, see tunneb.
See on üks ja seesama,
vahe on nimetamises.
Üheskoos paistab sügavus.
Sügavusest avaneb põhjatus.

O Tao que se pode discursar
Não é o eterno Tao.
O Nome que pode ser nomeado
Não é o eterno Nome.
O Não-ser
É o nome da origem do céu e da terra.
O Ser
Nomeia a mãe das dez-mil-coisas.
Por isto:
No Não-ser
Contempla-se o deslumbramento.
No Ser
Contempla-se sua delimitação.
Ambos, o mesmo, com nomes diversos
O mesmo diz-se mistério.
Mistério dos mistérios
Portal de todo deslumbramento.

2

Capítulo II

Kõik teavad, mis on ilus
— sealt ka inetus.
Kõik teavad, mis on hea
— sealt ka halb.
Kui ühte pole, siis teine on.
Raskus täiendab kergust,
pikkus mõõdab lühidust,
ülemine hoiab alumist,
hääl kõlab ikka helina,
esimese järel tuleb tagumine.
Tegemiseks ei pea tegema,
sõnadeta saab õpetada,
vaidlemata saab luua.
Mis sünnib, ei kuulu sulle.
Toetust pole vaja otsida.
Kui lõpetasid, ära peatu.
Kes ei peatu, jääb püsima.

Sob o céu:
Quando reconhecemos o que faz o belo ser belo
Surge o feio!
Quando reconhecemos o que faz o bem ser bom
Surge o mal!

Por isto:
O Ser e o Não-ser
Surgem mutuamente;
O fácil e o difícil
Complementam-se;
O longo e o curto
Condizem;
O alto e o baixo
Convivem entre si;
O som e a voz
Casam-se;
O antes e o depois
Seguem-se.

Por isto:
O homem santo cumpre suas ações sem agir,
Pratica o ensino sem falar,
E as dez-mil-coisas agem sem serem impedidas.
Ele cria e nada possui,
Atua e não nada guarda,
Realizada a obra ele não se apega.
E justamente por não se apegar
Ela não se esvai.

3

Capítulo III

Milleks karjäär
— ainult kadestamiseks.
Milleks varandused
— ainult varastamiseks.
Milleks ihaldused
— ainult rahutuste tekitamiseks.
Kui tahad valitseda,
hoia meeled tühjad ja kõhud täis,
tahtmised nõrgad ja kondid tugevad.
Ei mõista ega taha midagi.
Kes mõistab, ei tee midagi.
Tee nii, et ei tee midagi
ja miski ei jää tegemata.

Se não privilegiarmos os bons, o povo não compete;
Se não valorizarmos os bens custosos, o povo não rouba;
Se não exibirmos coisas desejáveis, o coração do povo não erra.
Por isso o governo do homem santo:
Esvazia os corações e sacia as entranhas;
Enfraquece as vontades e revigora os ossos;
Nunca deixa o povo ter conhecimento e desejos;
Para o douto não ousar agir.
Agindo o não-agir então não há desgoverno.

4

Capítulo IV

Tee on tühi. Tee ei kulu.
Põhjatusest tuleb kõik.
Tera läheb nüriks,
sõlm tuleb lahti,
sära tuhmub,
tolm jääb alles.
Ma ei tea, kust ta tuli.
Jumal ka ei tea.

O Tao é um vaso vazio
Cujo uso nunca transborda.
Abismo!
Parece o ancestral das dez-mil-coisas!
Abranda o cume;
Desfaz o emaranhado;
Modera o brilho;
Une o pó.
Profundo!
Parece existir algo!
Eu não sei de quem ele é filho
Parece ser o anterior ao Ancestral.

5

Capítulo V

Maailmale pole asju vaja
— nad on vaid õlekujud.
Targale pole inimesi vaja
— nad on vaid õlekujud.
Maailm on tühi,
nagu lõõts.
Iga liigutus annab tulemuse.
Sõnad on liigsed, ainult keskendu.

O Céu e a Terra não têm amor humano;
Consideram as dez-mil-coisas como cães de palha
O homem santo não possui amor humano;
Considera as dez-mil-coisas como cães de palha.
O espaço entre o céu e a terra é como um fole!
Esvazia sem contrair-se, ao soprar-se mais sons produz.
Mas muitas palavras e números o esgotam
Melhor guardar o que está no íntimo.

6

Capítulo VI

Vaim elab oru sügavuses
nagu igavene vanaema,
kelle tumedast avast
voolab maailm välja.
Kõigile kasutamiseks,
alati annab kätte.

O espírito do vale nunca morre
Ele chamado de mulher misteriosa.
O portal da mulher misteriosa
É a raiz do céu e da terra.
Initerrupta e perpétua
Parece lá existir
Contudo age sem esforço.

7

Capítulo VII

Maailm on igavene.
Tal pole midagi vaja.
Seepärast ta püsibki.
Tark jääb taha, kuid on ees.
Tark jääb välja, kuid on sees.
Kes midagi ei taha,
see kõike saab.

O céu é eterno e a terra duradoura:
O céu e terra são eternos e duradouros
Por não viverem para si mesmos
Isto lhes faz durarem eternamente.
Por isto o homem santo:
Ficando atrás, aparece em primeiro;
Ficando fora, persiste.

Não é por ter nada seu
Que poderá realizar o que é seu?

8

Capítulo VIII

Headus on nagu vesi.
Ta on kõigile vajalik,
ta voolab ka halbadesse kohtadesse.
Ta on nagu tee.
Maa on kodule hea,
sügavus on meelele hea,
lahkus on seltskonnale hea,
usaldus on sõnadele hea,
selgus on valitsemisele hea,
oskus on tegemisele hea,
aeg on ettevõtmisele hea.
Kes ei vaidle, sel pole pahandust.

O bem supremo é como a água.
Água:
Beneficia às dez-mil-coisas sem conflito
Habita os lugares que os homens abominam
Por isto aproxima-se do Tao.
Para a moradia : bom é onde morar.
Para o coração : bom é a profundidade.
Para a doação : bom é o amor.
Para o falar : bom é a sinceridade.
Para o governo : bom é a ordem.
Para o trabalho: bom é a competência.
Para o movimento: bom é a ação.
Eis que se não existe disputa não existe oposição.

9

Capítulo IX

Kõike korraga ei jõua. Pole vajagi.
Kes kogu aeg teritab, jääb terast ilma.
Kes varandust kogub, peab seda kaitsema.
Kes ennast kergitab, see langeb.
Kui valmis said, mine edasi.
See on õige tee.

Manter transbordando, melhor parar.
Manter afiando, não vai durar.
Uma sala cheia de ouro e jade, não se pode guardar.
Ser rico e famoso, e ainda arrogante, por si só leva ao danar.
Ao concluir a obra deve-se afastar-se
Este é o Tao do céu.

10

Capítulo X

Kui hoiad ühte, loobu teisest.
Kui loodad õrnust, sünni jälle.
Kui vaatad sügavusse, ole puhas.
Kui valitsed, jaga asju.
Kui avad võimalusi, ole naine.
Kui mõistad kõike, ei tee midagi.
Kui midagi sünnib,
las ta siis kasvab ja läheb.
Juhi valitsemata.
See on sügavuse vägi.

Conseguir:
Unir a alma e o espírito em uma unidade inseparável;
Ter o sopro maleável de uma criança;
Polir a visão interior até torná-la sem mácula;
Amar os homens e reger o estado sem-agir;
No abrir e fechar da porta do céu, ser como a fêmea de um pássaro;
Penetrar nos quatro quadrantes sem saber.
Gerar e criar;
Gerar e não possuir;
Agir sem depender;
Presidir e não controlar.
Eis a vida secreta.

11

Capítulo XI

Kodarad hoiavad ratast koos.
Auk selle keskel teeb ta kasulikuks.
Savist vormitakse anumat.
Õõnsus selle sees teeb ta kasulikuks.
Seintesse jäetakse avavused.
Need teevad ruumi kasulikuks.
Vajalik tuleb teha.
Puuduvast on kasu.

Trinta raios cercam o eixo;
A utilidade do carro está no seu vazio.
O jarro é feito de barro moldado;
A utilidade do jarro está no seu vazio.
Fazem-se portas e janelas para a casa;
A utilidade da casa está no seu vazio.
Portanto:
O ser serve para ser possuído;
E o não-ser para ser utilizado.

12

Capítulo XII

Liiga palju värve – midagi ei näe.
Liiga palju hääli – midagi ei kuule.
Liiga palju maitseid – midagi ei tunne.
Kiirustamine ja tagaajamine teevad segaseks.
Kallid kaubad ajavad hulluks.
Tark täidab kõhud, mitte meeled.
Ühe võtab, teise jätab.

As cinco cores cegam à visão do homem;
Os cinco tons ensurdecem à audição do homem;
os cinco sabores embotam ao paladar do homem;
Galopar e caçar aceleram ao coração do homem;
Bens custoso atrapalham às ações do homem.
Por isto o homem santo:
Atendendo ao interior e não à visão;
Afasta uma coisa e adota outra.

13

Capítulo XIII

Ülendus ja alandus ehmatavad.
Austust ja häbi võetakse isiklikult.
Miks ülendus ja alandus ehmatavad?
Saamine ehmatab, kaotamine ehmatab.
Sellepärast ülendus ja alandus ehmatavad.
Miks võetakse austust ja häbi isiklikult?
Ainult ise saab häbi tunda.
Poleks sind, poleks ka häbi.
Kes hindab maailma nagu ennast,
võtku maailm oma hoolde.
Kes austab maailma nagu ennast,
võtku maailm oma kaitse alla.

Honra e desonra são como cavalos em fuga:
Causam grandes aflições ao corpo.
Mas por que se diz:
Honra e desonra são como cavalos em fuga?
A honra eleva;
A desonra derruba;
Ganhar esta ou perder aquela é assustador.
Por isto que se diz:
Honra e desonra são como cavalos em fuga.
Mas por que se diz:
Causam grandes aflições ao corpo?
Por ter um corpo que tenho grandes aflições:
Mas sem corpo que aflições teria eu?
Portanto:
Quem honra ao mundo como o seu corpo;
A este pode-se confiar o mundo.
Quem ama ao mundo como o seu corpo;
A este pode-se entregar o mundo.

14

Capítulo XIV

Vaadates ei näe – nähtamatu.
Kuulates ei kuule – kuuldamatu.
Katsudes ei tunne – tundmatu.
Kolmest puudumisest saab üks.
Ei hele pealt, ei tume alt,
ääretu ja piiritu,
nimetuna tuleb,
pole kuju, pole asja,
segane ja hämar.
Tuleb vastu – nägu pole,
läheb ära – selga pole.
Sügavusest juhid maailma,
põhjatusest mõistad kõike.
Nii see käib.

Olhamos e não vemos: o nome soa semente.
Escutamos e não ouvimos: o nome soa sutil.
Tocamos e não sentimos: o nome soa pequeno.
Estes três não podem ser decompostos:
Entrelaçados constituem um.
Seu alto não é luminoso;
Seu baixo não é escuro;
Contínuo…não se pode nomear;
Retorna ao não-ser.
Isto é chamado: forma sem-forma;
Imagem da não-coisa;
Isto é chamado: claro-escuro;
Ao encontrá-lo não se vê rosto;
Ao segui-lo não se vê as costas.
Voltando ao caminho antigo
Poderemos reger o presente
E conhecer a origem da antiguidade.
Isto é: o fio condutor do Tao.

15

Capítulo XV

Vana tark on varjus
märkamatu ja sügav.
Tema sügavust ei näe.
Väliselt aga näib ta olevat
ettevaatlik nagu läheks üle jää,
arglik nagu kardaks naabreid,
viisakas nagu oleks külaline,
ebamäärane nagu sulav jää,
lihtsameelne nagu puupakk,
tühi nagu laiuv org,
segane nagu porine vesi.
Paigal olles, kuni pori settib.
Liikudes, kui selgus käes.
Sellel teel ei olda täis.
Vana täitub uuega.

Na Antiguidade os que atuavam pelo Tao
Estavam sutilmente penetrados no místico
Tão profundamente que eram irreconhecíveis
E por serem irreconhecíveis força-se a descrever seu aspecto exterior.
Cautelosos! Como quem cruza águas no inverno!
Vacilantes! Como quem teme vizinhos dos quatro lados!
Reverentes! Como hóspedes!
Evanescentes! Como o gelo que derrete!
Genuínos! Como a lenha não trabalhada!
Abertos! Como o vale!
Opacos! Como a água escura!
Quem pode, no repouso, clarear pouco a pouco o escuro?
Quem pode, no movimento, produzir pouco a pouco a paz?
Quem guarda o Tao não deseja o muito
E por não buscar o muito pode renovar-se.

16

Capítulo XVI

Rahu säilib tühjuses.
Kõik tulevad, lähevad ja tulevad jälle.
Tagasi rahusse, pühendumisse.
Pühendumine annab püsivuse.
Püsivus annab mõistmise.
Ilma püsiva mõistmiseta
minnakse hukka.
Püsiv mõistmine teeb lahti.
Lahtine on rahulik,
rahulik on kuninglik,
kuninglik on õige,
õigele on tee,
tee kestab.
Ihu lahkub valutult.

Atingindo o vazio absoluto;
Conservando-se firme no repouso;
As dez-mil-coisas fluem.
E eu as contemplo no refluxo:
As coisas florescem
E retornam todas à raiz.
O retorno à raiz soa: repouso;
Isto é chamado retorno ao destino.
O retorno ao destino soa: eternidade
Conhecer a eternidade soa: iluminação.
Não conhecer a eternidade é o erro que traz o azar
Conhecer a eternidade é ser abrangente.
Ao conhecer a eternidade, há justiça
Ao haver justiça há mediação.
Ao haver mediação, há o céu;
Ao haver o céu, há o Tao;
Ao haver o Tao há duração.
Dissolvendo-se o corpo não há perigo.

17

Capítulo XVII

Kõige paremaid me teame.
Vähem paremaid me armastame.
Veelgi vähemaid me kardame.
Veelgi vähemaid me põlgame.
Usaldus loob usalduse.
Said valmis, tõmbu eemale.
Palju sõnu pole vaja.
Las arvavad, et ise läks nii.

A alta antiguidade desconhecia regentes:
Tempos depois os regentes foram amados e louvados;
Tempos depois os regentes foram temidos;
Tempos depois os regentes são desprezados…
Estes não merecem fé.
Pensativos!
Aqueles sim ponderavam as palavras;
E concluindo a obra as coisas seguiam sua natureza;
E as cem famílias diziam:
«Por nós, somos o que somos».

18

Capítulo XVIII

Tee kadumisel
ilmub lahkus ja õiglus.
Koos arukusega
ilmub valelikkus.
Peretülidega
kaasneb hoolitsus.
Mässude puhul
ilmuvad ustavad teenrid.

Quando o grande Tao se retrai
Surgem o amor humano e a justiça.
Quando a sabedoria e a crítica prosperam
Surgem as grandes mentiras.
Quando os laços familiares se rompem
Surgem o dever filial e paternal.
Quando as nações estão em desordem
Surgem os funcionários leais.

19

Capítulo XIX

Arukusest loobudes
tuleb palju kasu.
Lahkusest ja õiglusest loobudes
ilmub austus.
Edukusest loobudes
kaovad vargad.
Need on vaid kaunistused.
Pigem olla lihtne ja loomulik,
soovideta ja tahtmisteta.

Quando se diz não à santidade e fora ao saber
O povo é favorecido cem vezes mais.
Quando se diz não ao amor humano e fora à justiça
O povo volta a ser filial e paternal.
Quando se diz não à habilidade e fora ao lucro
Não há roubos não há assaltos.
Se, nestas três sentenças, só existir aparência
Aparência não será, por si só, suficiente.
Por isto deve-se seguir esta regência:
Mostrar-se como a seda;
Abraçar a simplicidade;
Diminuir os interesses;
Dissolver as paixões.

20

Capítulo XX

Kui pole tarkust, pole ka muresid.
Kui kaugel on jah ja ei?
Mis vahe on heal ja halval?
Mida peab kartma ja mida kahetsema?
Mõttetult, lõputult.
Rõõm ja pidu kevadel, rahvas kõik väljas.
Minul ainult vaikne meel
nagu lapsel naeruta,
ükskõikselt ja pöördumatult.
Kõikidel on nõnda palju,
minul mitte midagi,
segaduses, rumalalt.
Kõik on nõnda valguses,
mina ainult hämaras.
Kõik on nõnda arukad,
mina ainult muretu
nagu laine, mis ei püsi.
Kõik nad teavad, mida teevad,
mina ainult algeline, mina ainult erinev.
Toitvat ema armastan.

Quando se diz «não» ao estudo vai-se a inquietação.
Entre um sim e um não qual a distinção?
Quando bem e mal se diferenciam?
O que os homens temem não pode-se não temer?
Estéril! Esse nem sim nem não!
O povo está radiante
Como na alegria da festa sagrada
Como no subir nos altos na primavera…
E só eu, hesitante, não recebi sinais auspiciosos;
Como um recém-nascido que não sabe brincar;
Uma marionete sem saber para onde voltar.
O povo tem o supérfluo;
E só eu sou como esquecido.
Eu, com um coração idiota;
Confuso e obscuro.
As pessoas são brilhantes;
E só eu sou ofuscado e tolo.
As pessoas são vibrantes;
E só eu sou melancólico.
Irrequieto como o mar
Rodopiando como o vento sem lugar.
O povo tem suas metas
E só eu sou teimoso e tosco.
Mas só eu sou diferente dos outros
Pois honro a Mãe nutriente.

21

Capítulo XXI

Suurim vägi kulgeb teel.
Tee on hämar, varjune.
Seal on kujundid,
nii hämaras, nii varjuses.
Seal on ollus, nii hämaras, nii varjuses.
Seal on sisu, kohe päriselt. Seal on usaldus.
Kaugetest aegadest siiani
pole ta nimi kadunud.
Kuidas ma seda tean?
Just nõnda.

O conteúdo da grande virtude
Provém inteiramente do Tao.
O Tao gera todas as coisas
De modo tão ofuscante que obscurece.
Obscuras e ofuscantes são suas imagens.
Ofuscantes e obscuras, nele estão as coisas.
Tenebrosa e insondável, nele está a semente.
E esta semente é a verdade
E no seu interior está a autenticidade.

Da antiguidade até hoje
Temos de usar nomes
Para examinar todas as coisas.
Mas como sei como surgem todas as coisas?
Justamente por sua semente.

22

Capítulo XXII

Kes on haige, terveks saab,
kes on kõver, sirgeks saab,
kes on must, puhtaks saab,
kes on närtsind, värskeks saab.
Vähe tahad — palju saad,
palju tahad — segi lähed.
Targal on vaid üks ja õige.
Ei näita, aga paistab.
Ei õigusta, kuid on õige.
Ei kiitle, kuid on au sees.
Ta ei võistle —
ja temaga ei võistelda.
Ammu teada: kes on haige, terveks saab.
Tõsijutt. Vaja vaid tagasi tulla.

Ao curvar-se, fica-se inteiro;
ao torcer-se, fica-se reto;
ao esvaziar-se, fica-se cheio;
ao envelhecer, fica-se novo.
Quando se tem pouco, obtêm-se;
quando se tem demais, perturba-se.
Desta forma:
O homem santo abraça a unidade
e torna-se modelo debaixo do céu.
Não se exibindo, brilha;
não se afirmando, aparece;
não se vangloriando, obra;
não se enaltecendo, perdura.
Não disputa;
logo ninguém sob o céu pode com ele disputar.
A palavra antiga: ao curvar-se, fica-se inteiro;
não é uma palavra vazia,
em verdade, está nela a unidade.

23

Capítulo XXIII

Sõnad on vaikuses.
Marutuul vaibub lõunaks,
paduvihm vaibub õhtuks.
Neid teeb maailm.
Kui maailm kauem ei jõua,
kuidas siis sinagi jõuad?
Seepärast ole teel.
Kes on teel, see on tee.
Kes on väes, see on vägi.
Kes on eksituses, see on eksitus.
Tee hoiab teelist.
Vägi hoiab väelist.
Eksitus hoiab eksijat.
Usaldus loob usalduse.

Falar pouco é o natural.
Um ciclone não dura uma manhã inteira;
Um temporal não dura um dia inteiro.
Quem os produz?
Céu e terra.
Mas se as coisas do céu e da terra não duram;
Quanto mais devem durar as coisas humanas.
Portanto:
Quem segue o Tao é um com o Tao;
Quem segue a Virtude é um com a Virtude;
Quem segue a Perdição é um com a Perdição.
Quem se une ao Tao
O Tao o acolhe alegremente.
Quem se une à virtude
A virtude o acolhe alegremente.
Quem se une à perdição
A perdição o acolhe alegremente.
Onde há pouca fé
Não se encontra fé.

24

Capítulo XXIV

Kaua sa seisad varvastel?
Kaua sa kõnnid pikkade sammudega?
Kergitades sa ei paista.
õigustades ei saa õigeks.
Kiitlemine ei too austust,
uhkeldus ei anna uhkust.
Teel neid vaja ei ole.
Mõttetu praht.
Teele nad kaasa ei tule.

Colocar-se na ponta dos pés
Não se obtém firmeza.
Com as pernas abertas
Não se pode andar.
Quem aparece
Não pode brilhar.
Quem se afirma
Não pode figurar.
Quem se gloria
Não terá méritos.
Quem se enaltece
Não pode perdurar.
Para o Tao ele soará:
Supérfluo.
Parasita.
Coisas que todos abominam.
Por isto, quem está no Tao
Nelas não cai.

25

Capítulo XXV

Midagi on segadusest tekkinud,
enne maailma, tühi ja vaikne,
üks ja seesama,
igal pool, vahetpidamata.
Sealt ka maailm, kes teab.
Nime ei tea. Ütleme, tee.
Nimi on suva. Ütleme, suur.
Suur läheb ära. Mis läheb, see tuleb.
Suur tee. Suur maa.
Suur taevas. Suur kuningas.
Kuningas on neljas.
Inimesel on maa.
Maal on taevas.
Taeval on tee.
Teel on tee.

Há uma coisa indefinida, mas perfeita,
Que existe antes do Céu e da Terra.
Silenciosa e separada
Fica sozinha e imutável
Tudo permeia, mas nada põe em risco.
Pode ser chamada de Mãe sob o céu.
Não sei seu nome:
Escrevo Tao.
Forçado a nomear:
Chamo de Grande.
Grande significa além;
Além significa longe;
Longe significa retorno.
Por isto:
O Tao é grande;
O Céu é grande;
A Terra é grande;
O Homem é grande.
No Universo há quatro grandes:
O Homem é um dos quatro.
O Homem segue a terra;
A Terra segue o céu;
O Céu segue o Tao;
O Tao segue a si mesmo.

26

Capítulo XXVI

Kergus on raskuse pinnal.
Rahu on rahutuse juht.
Tark veab raskust päeval.
Õhtul jätab rahule.
Kuidas muidu saaks
raskust kergelt võtta?
Kergelt võttes kaotad pinna.
Rahutusega kaob juht.

O pesado é a raiz do que é leve;
O repouso é o senhor da agitação.
Por isto o homem santo:
Em viagem não larga o peso de sua bagagem;
É solitário e calmo mesmo com visões gloriosas.
Mas o senhor de dez mil carros
Por eles desprezará seu Império?
Pela pressa perde-se a raiz;
Pela agitação perde-se a soberania.

27

Capítulo XXVII

Heal kõndijal pole jälgi.
Heal jutustajal pole tõrkeid.
Heal arvutajal pole sõrmi vaja.
Hea sulgeja ei vaja riivi,
aga lahti ei tule.
Heal sõlmetegijal pole nööri vaja,
aga lahti ei tule.
Tark hoolib kõigist,
ei jäta kedagi kõrvale.
Tema selgus kandub edasi.
Tark õpetab rumalaid,
rumalad õpivad targalt.
Kes targalt ei õpi,
see eksib.
Kummaline?

Quem bem caminha não deixa rastros.
Quem bem fala não necessita desmentir.
Quem bem calcula não usa ábaco.
Quem bem fecha não precisa de trancas;
E ninguém abre o fechado.
Quem bem liga não usa cordas;
E nada se solta.
Por isto o homem santo:
Sabe bem como salvar homens:
Não há homens rejeitados.
Sabe bem como salvar coisas:
Não há coisas rejeitadas.
Isto é chamado: entrar na lucidez.
Portanto:
O homem bom é modelo para o não-bom.
O homem não-bom é o incentivo para o bom.
Mas se não reconhecemos o modelo;
Nem cuidamos do incentivo;
Haverá erro mesmo que com acúmulo de conhecimento.
Isto é chamado: grande segredo.

28

Capítulo XXVIII

Kes on mees, sel on naine.
Kes on maailma jõgi,
see on maailma jõgi.
Vägi jääb alles, laps tuleb jälle.
Kes on hele, sel on tume.
Kes on maailma mõõt,
see on maailma mõõt.
Väge ei kao, lõputu tuleb jälle.
Kes on aus, sel on häbi.
Kes on maailma org,
see on maailma org.
Väge jätkub, lihtsus tuleb jälle.
Lihtsusest saab vajalik.
targast tuleb valitseja.
Suur teeb kõike tegemata.

Quem conhece o masculino;
E preserva o feminino;
É o abismo do mundo.
Sendo o abismo do mundo;
A virtude eterna não escorre para fora;
E ele volta a ser um recém-nascido.
Quem conhece o claro;
E preserva o escuro;
É o modelo do mundo.
Sendo o modelo do mundo;
A virtude eterna não escorre para fora;
E ele retorna à unidade.
Quem conhece a honra;
E preserva a vergonha;
É o vale do mundo.
Sendo o vale do mundo;
A virtude eterna é o bastante;
E ele retorna à simplicidade.
Se a simplicidade é decomposta
Compõem-se as funções.
O homem santo usa-a;
E torna-se mestre dos funcionários.
Portanto:
O grande governo não necessita de Cortes.

29

Capítulo XXIX

Maailma muuta ei õnnestu,
maailm on imesid täis.
Nii kui puutud, läheb katki,
nii kui võtad, läheb kaotsi.
Mõni on ees, mõni on taga.
Mõni hingab sisse, mõni välja.
Mõni on tugev, mõni on nõrk.
Mõni tekib, mõni kaob.
Tark jätab liigse,
jätab kasutu, jätab tühise.

Querer abarcar e manipular o mundo:
Eu vejo que não é possível.
O mundo é uma coisa espiritual;
É impossível manipular.
O manipulador iria arruiná-lo;
O abarcador iria perdê-lo.
Pois as coisas:
Ora precedem, ora seguem;
Ora se acalmam , ora se enfurecem;
Ora se fortalecem, ora fraquejam;
Ora ascendem, ora descendem.
Por isto o homem santo evita:
O excessivo.
O desmedido.
O desqualificado.

30

Capítulo XXX

Kui toetad valitsejat teel,
siis pole vaja võidelda.
Tulemused saabuvad.
Võitlusväljal kasvab takjas,
pärast võitlust — ikaldus.
Ka suurim sõjavägi saab lüüa.
Kui said valmis, jäta rahule.
Kui saavutad, siis taandu.
Kui saavutad, ära hinda.
Kui saavutad, ära kiitle.
Kui saavutad, ära hoople.
Kui saavutad, ära võta.
Mis tee see on, kui oled vanadusest nõder?
Kui poleks tee, siis oleks ammu lõpp.

Quem ajuda o soberano através do Tao
Nâo viola o mundo com armas:
Porque tal ação sempre leva a uma reação.
Onde acampam exércitos crescem espinhos;
Sempre após combates seguem anos de miséria.
Boa é apenas a decisão e nada mais que isto!
Não há ousadia de conquistar pela violência!
Decisão sem auto-glorificação;
Decisão sem repressão;
Decisão sem orgulho;
Decisão devido a ser único modo de atuação;
Decisão sem violência.
Coisas que necessitam de reforço constante;
Logo envelhecem;
Isto é chamado: sem Tao.
Sem Tao logo não há Tao atuante.

31

Capítulo XXXI

Sõjariistad õnne ei too,
teel neid vaja ei ole.
Parimad mõtlevad, et rahu ajal
olen vasakul, sõja ajal olen paremal.
Sõjariistad õnne ei too,
parimatel neid vaja ei ole.
Tarvitavad, kui muidu ei saa,
rahu on aga parim.
Võita võib, kuid valusalt,
rõõmu tapmisest ei tule.
Tapmisest rõõmu tundes soovid ei täitu.
Heal ajal vasemal, halval ajal paremal.
Kannupoiss on vasemal, ohvitser on paremal.
Nagu ikka halval ajal, nagu ikka leina-ajal,
kus on väga palju surnuid.
Kui võit on käes, siis lasku leina.

Armas não são instrumentos de boa-sorte
São coisas que todos odeiam.
Portanto:
Quem está no Tao não se ocupam delas.
Quando em casa, o nobre honra seu lado esquerdo;
Quando usa armas, honra seu lado direito.
Armas não são instrumentos de boa-sorte
Não são instrumentos para nobres.
Mas se é impossível deixar de usá-las;
Utilize-as com calma e ponderação.
Ao vencer não louve a vitória.
Quem o faz alegra-se em assassinar;
E não pode alcançar seus objetivos no mundo.
Nos dias felizes prefere-se o lado esquerdo;
Nos dias infelizes prefere-se o lado direito.
O vice-comandante fica à esquerda;
O comandante fica a direita;
Do mesmo modo que o serviço fúnebre.
Massacres devem ser chorados com ais e lamentos;
Na vitória militar deve-se agir como em um serviço fúnebre.

32

Capítulo XXXII

Teel pole kunagi nime.
Ta on loomulik ja märkamatu,
maailm teda ei muuda.
Kui kuningas on teel,
siis kõik on temaga.
Taevas tuleb maa peale,
vihm läheb magusaks,
korraldusi pole ja kõik on õiglane.
Korraldustel on nimed.
Nimedes on lõpp.
Kes lõppu näeb, jääb seisma.
Kes seisma jääb, on kaitstud.
Tee on nagu oja,
mis jõkke ja merre viib.

Tao… Intocável e Inominável;
Embora muito pequeno;
O mundo inteiro não o pode controlar.
Se reis e príncipes o preservarem;
As dez-mil-coisas por si mesmas se controlam.
Céus e terra se unem para destilar doce orvalho;
E o povo sem governo por si mesmo se coordena.
Mas quando ocorre a limitação
Logo surgem os nomes.
Quando os nomes surgem
Deve-se então saber parar.
Sabendo-se parar
Não se corre perigo.
Uma similaridade do Tao no mundo:
Os riachos da montanhas e águas do vales;
Indo para o rio e mar.

33

Capítulo XXXIII

Kes teisi tunneb, on tark.
Kes ennast tunneb, see teab.
Kes teisi võidab, on tugev.
Kes ennast võidab, sel vägi.
Kes vähe tahab, on rikas.
Kes palju tahab, sel jõud.
Kes paigale jääb, jääb alles.
Kes surres ei kao, elab kaua.

Quem conhece os outros é inteligente;
Quem conhece a si mesmo é sábio.
Quem vence os outros é forte;
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Quem é auto-suficiente é rico;
Quem persevera tem aspiração.
Quem não perde seu lugar é estável;
Quem na morte não morre é vivo.

34

Capítulo XXXIV

Suur tee laiub igale poole
ja kõik on temaga.
Ta mõjub ja nime ei vaja
ja midagi ära ei võta.
Ta hoolitseb kõikide eest
kedagi valitsemata,
midagi soovimata.
Tegelikult on ta väike.
Kõik tulevad temaga,
tema ei valitse kedagi.
Tegelikult on ta suur.
Ta ei pea suur olema,
nii ta suur ongi.

O grande Tao é transbordante:
Está à direita,
Está à esquerda.
As dez-mil-coisas provêm dele;
E ele não as rejeita.
Realiza a obra;
E não as chama de propriedade.
Ele veste e alimenta as dez-mil-coisas
E não se assenhora delas.
Não tem desejos
E por isto é pequeno.
Mas como tudo depende dele
Chamamos grande.
Assim o homem santo:
Não se engrandece
Por isto executa a grande obra.

35

Capítulo XXXV

Jää suureks.
Kõik tuleb sinusse.
Kõigil on hea ja kindel,
kõigil on rahu ja vaikus.
Muusika ja maiustused
meelitavad rändureid.
Teel ei ole maitset.
Vaatad teda — näha pole.
Kuulad teda — kuulda pole.
Pruugid teda — otsa ei saa.

Quem é fiel ao Princípio
O mundo submete-se a ele.
Submete-se e não é prejudicado
E há grande paz.
Música e iguarias
Fazem o peregrino estagnar.
Mas o Tao surge da boca
Sem som e sem sabor.
Olha-se e nada se vê;
Ouve-se e nada se escuta;
Usa-se e nunca se esgota.

36

Capítulo XXXVI

Enne laienda, siis vähenda.
Enne tugevda, siis nõrgenda.
Enne ehita, siis lammuta.
Enne anna, siis võta.
See on märkamatu selgus.
Õrn ja nõrk on tugevast ja kõvast üle.
Kala ei püüta sügavikust.
Inimestele tapariistu ei näidata.

Para comprimir
Deve-se, primeiro, deixar expandir.
Para enfraquecer
Deve-se, primeiro, deixar fortalecer.
Para destruir
Deve-se, primeiro, deixar desabrochar.
Para retirar
Deve, primeiro, dar.
Isto é chamado:
Conhecer o invisível.
A leveza é maior que a dureza.
A fraqueza maior do que a fortaleza.
Não se tira o peixe das profundezas.
Não se mostra ao povo
Os mecanismos pela qual age o reino.

37

Capítulo XXXVII

Tee ei tee midagi
ja midagi ei jää tegemata.
Kui kuningas on teel,
siis kõik ta ümber kujuneb.
Kui keegi tahab toimetada,
siis ise olles nimetu ja loomulik,
ta peagi rahuneb.
Nimetu ja loomulik
ei soovi midagi.
Ei ole soove, on vaikus.
On rahu maailmas.

O Tao é eterno não-fazer:
E nada fica por fazer.
Se reis e príncipes o preservarem;
As dez-mil-coisas por si mesmas se transformam.
Se tudo se faz provocando desejo
Eu o evito através da simplicidade.
A simplicidade inominável não gera desejos;
A ausência de desejos cria a paz;
E o mundo se endireita por si mesmo.

38

Capítulo XXXVIII

Kõrge vägi ei ole vägev. Tal on vägi.
Madal vägi on vägev.Tal ei ole väge.
Kõrge vägi ei tee midagi
ja midagi ei jää tegemata.
Madalam vägi teeb ja palju jääb teha.
Südamlikkus teeb ja midagi ei jää tegemata.
Õiglus teeb ja palju jääb teha.
Kombed teevad oma tööd,
nende vastu ei saa, kohe tullakse kallale.
Kaob tee, jääb vägi. Kaob vägi, jääb südamlikkus.
Kaob südamlikkus, jääb õiglus.
Kaob õiglus, jäävad kombed.
Kombed on kest usaldusele, aga ka segaduse algus.
Ettenägemine on õis teel, aga ka rumaluse algus.
Tark on tuumas, mitte koorel.
Viljas, mitte õiel.
Ühe jätab, teise võtab.

A virtude superior não se ostenta virtude
Por isto tem virtude.
A virtude inferior não larga a virtude
Por isto não tem virtude.
A virtude superior não age
E por isto não deixa de agir.
A virtude inferior não age
E por isto deixa de agir.
Quando a moralidade atua e ninguém reage
Ela então atua com grande provocação.
Portanto:
Perdendo-se o Tao, eis a virtude;
Perdendo-se a virtude, eis o amor humano;
Perdendo-se o amor humano, eis a justiça;
Perdendo-se a justiça, eis a moralidade.
A moralidade reduz a fé e a fidelidade;
Sendo a origem de toda desordem.
O saber prematuro é mera aparência do Tao
E o começo de toda loucura.
Por isto o homem maduro:
Atem-se ao real e não à aparência;
Atem-se ao palpável e não ao impalpável;
Afasta o ali e agarra o aqui.

39

Capítulo XXXIX

Kunagi leiti see üks ja ainus.
Taeval on ainus selgus,
maal on ainus kindlus,
vaimul on ainus võimsus,
orul on ainus küllus,
kõigil on ainus elujõud,
kuningal on ainus austus.
Nendel on see üks ja ainus.
Taeva selgus võib tumeneda,
maa kindlus võib mõraneda,
vaimu võimsus võib lahtuda,
oru küllus võib ammenduda,
kõikide elujõud võib hääbuda,
kuninga austus võib langeda.
Austusest kasvab alandus;
ülevus seisab alandusel.
Kuningas võib ju ennast alandada, aga miks?
Austusest kasvab alandus, aga mitte nõnda.
Lammutamine ei kasvata.
Pärl on kees, kivi on maas.

Esta é a unificação dos príncipios:
O céu uno ficou limpo
A terra una ficou sólida
O espírito uno ficou avivado
O vale uno ficou cheio
As dez-mil-coisas unas ficaram geradoras
Os reis e príncipes unos ficaram dignos
Isto pela unificação.
O céu não limpo talvez rachasse
A terra não sólida talvez vacilasse
O espírito não avivado talvez sucumbisse
O vale não cheio talvez se esgotasse
As dez-mil-coisas não geradoras talvez se extinguissem
Os reis e príncipes não dignos talvez se destronariam.
Por isto:
O nobre tem suas raízes no humilde
O alto tem seu fundamento no baixo.
Por isto
Reis e príncipes devem ser intitulados:
Orfãos, viúvos e sem mérito
Porque suas raízes está na humildade. Ou não?
Portanto:
A glória verdadeira não se gloria.
Não deve-se buscar o esplendor do jade
Mas sim a rudeza da pedra.

40

Capítulo XL

Tee toob tagasi.
Kergelt.
Kõik tuleb sellest, mis on.
Mis on, tuleb sellest, mida pole.

O retorno é o movimento do Tao;
Suavidade é a operação do Tao.
Sob o céu:
As dez-mil-coisas nascem do ser
E o ser nasce do não-ser.

41

Capítulo XLI

Tark õpilane järgib teed.
Keskmine vahel järgib, vahel mitte.
Rumal ainult naerab.
Kui naeru poleks, siis poleks ka teed.
Seepärast öeldakse:
Valge tee tundub hämarana,
mineku tee tundub tulemisena,
sile tee tundub konarlikuna,
kõrgeim vägi tundub madalana,
suurim puhtus tundub räpasena,
kõikehõlmav vägi tundub puudulikuna,
võimas vägi tundub jõuetuna,
ausameelsus tundub kahtlasena.
Suurel ruudul nurki ei ole,
suur töö ei saa valmis,
suurt heli ei kuule,
suurel asjal pole kuju.
Teel nime ei ole.
Ta on varjus, ta loovutab ja täiustab.

Quando uma pessoa superior escuta o Tao;
Ele o pratica zelosamente.
Quando uma pessoa mediana escuta o Tao;
Ela o segue alguns momentos;
Mas não o segue em outros.
Quando uma pessoa inferior escuta o Tao;
Ela ri dele às gargalhadas:
Se não rir alto,
Então não ouviu sobre o Tao.
Por isto existem as sentenças:
O Tao é claro, mas parece escuro;
O Tao é progressivo, mas parece retrógrado;
O Tao é plano, mas parece escabroso.
A Virtude é suprema, mas parece um vale;
A Virtude é firme, mas parece vazia;
A Virtude é sólida, mas parece vacilante.
O grande quadrado não tem cantos;
O grande talento não termina cedo;
A grande música não se ouve;
A grande imagem não tem definição.
O Tao oculta-se no sem-nome
E só o Tao pode bem atuar
Dando a si mesmo.

42

Capítulo XLII

Tee annab ühe,
üks annab kaks,
kaks annavad kolm,
kolm annavad kõik.
Kõigil on tumedus süles ja heledus ümber,
elujõud koos.
Inimene hoidub alandusest,
kuningas alandab end ise.
Mis kaob, see tuleb;
mis tuleb, see kaob.
On teised öelnud,
ütlen minagi:
Kangus ise ei sure.

O Tao gera o Um;
O Um gera o Dois;
O Dois gera o Três;
O Três gera as dez-mil-coisas.
As dez-mil-coisas tem atrás de si escuridão;
A sua frente elas abraçam a luz;
E o vazio lhes dá a harmonia.
O que os homens mais detestam;
É serem orfãos, viúvos ou sem méritos;
Títulos de reis e príncipes.
Portanto:
As coisas se perdem quando se ganham;
E se ganham quando se perdem.
Eu também ensino conforme a tradição dos homens:
Os violentos não alcançam morte natural
Isto eu considero o fundamento do ensino.

43

Capítulo XLIII

Õrn on kangest üle.
Mida pole, läheb sinna, kus on;
just nõnda on kasu siis, kui midagi ei tee.
Sõnu pole vaja,
teha pole vaja.
Vähesed mõistavad.

Sob o céu:
O mais suave
Vence aquilo que é mais firme.
O não-manifesto
Penetra naquilo que é impenetrável.
Nisto reconheço o valor da não-ação.
O ensino sem palavras;
O valor da não-ação;
Sob o céu poucos conseguem.

44

Capítulo XLIV

Su nimi või sa ise?
Sa ise või su vara?
Saamine või andmine?
Palju tahad – palju kulub.
Palju kogud – palju kaob.
Kui piisab, oled häbist väljas.
Kui peatud, oled ohust väljas.
Nii kestad kaua.

O nome ou sua pessoa:
O que deveremos privilegiar?
A pessoa ou suas posses:
O que deveremos valorizar?
O ganho ou a perda:
O que é pior?
Por isto:
Acumular coisas traz grande gasto.
Juntar coisas traz enorme desperdício.
Tendo-se o suficiente não se passa vergonha;
Sabendo controlar-se não se corre perigo;
E por isto pode-se durar permanentemente.

45

Capítulo XLV

Parim tundub poolik.
Ometi ei ammendu.
Täius tundub tühi.
Ometi ei lõpe.
Õige tundub kõver.
Oskus tundub kohmakas.
Hea kõne tundub kogelus.
Liikudes saad sooja.
Rahunedes jahtud maha.
Selgus ja rahu korrastavad kõik.

A Grande Realização parece insuficiente;
Mas seu efeito é permanente.
A Grande Abundância parece vazia;
Mas seu efeito é inesgotável.
A Grande Retidão parece tortuosa;
A Grande Habilidade parece tolice;
A Grande eloquência parece balbuciante.
O movimento vence o frio;
O repouso vence o calor;
Pureza e repouso são os padrões do mundo.

46

Capítulo XLVI

Kui maailm on teel,
siis hobused väetavad põlde.
Kui maailm ei ole teel,
siis hobused valvavad piiridel.
Soovid toovad kurja.
Rahutus toob pahandust.
Tahtmine toob õnnetust.
Kui tead, et piisab,
siis ka piisab.

Quando o Tao reina sob o céu
Usamos corcéis para carregar esterco.
Quando o Tao não reina sob o céu
Cavalos de batalha procriam nos pastos verdes.
O maior erro é submeter-se ao desejo;
A maior violação é ser insaciável;
A maior falta é querer possuir.
Por isto:
Saber bastar-se no que basta é o bastante.

47

Capítulo XLVII

Ei pea välja minema,
et aru saada.
Ei pea vaatama,
et näha teed.
Kaugenedes
mõistad vähem.
Tark ei liigu, aga teab;
ei vaata, aga näeb;
ei tee, aga mõjub.

Sem sair de casa
Pode-se conhecer o mundo.
Sem olhar pela janela
Pode-se ver o Tao do céu.
Quanto mais longe se vai
Menos se conhece.
Por isto:
O homem santo
Não viaja e conhece;
Não olha e sabe;
Não age e realiza.

48

Capítulo XLVIII

Kui õpid, siis kasvad.
Kui oled teel, siis kaod.
Kui kaod, siis loobud.
Kui loobud, ei tee midagi, aga mõjud.
Kui ei tee, siis saad.
Kui teed, saad vähe.

No estudo a cada dia se cresce mais
No Tao a cada dia se decresce mais
E decresce, decresce
Até chegar-se à não-ação.
Na não-ação nada deixa de agir.
Conquista-se o mundo
Quando não se tem o que fazer.
Quando se tem o que fazer
Não se conquista o mundo.

49

Capítulo XLIX

Tark ei mõtle.
Rahvas mõtleb temaga.
Headele hea.
Halbadele hea.
Vägevatele hea.
Usaldusele usaldus.
Usaldamatule usaldus.
Vägevatele usaldus.
Tark on tasa.
Rahu levib.
Rahvas kuulab.
Lapsed kõik.

O homem santo não tem coração:
Ele faz seu o coração das cem-famílias.
«Para os bons, sou bom;
Para os não-bons também sou bom;
Esta é a bondade da virtude.»
«Com o fiel, sou fiel;
Com o infiel também sou fiel;
Esta é a fidelidade da virtude.»
Sob o céu, o homem santo é pacífico
E faz com que os corações se unam.
As cem-famílias lhe dão olhos e ouvidos
E o homem santo as recebe como suas crianças.

50

Capítulo L

Kes sünnib, see sureb.
Mõned on elus.
Mõned on surmas.
Mõned on elus ja surmas.
Sest liiga palju tahavad.
Olevat õieti liikujaid,
kel pole vaja karta
ninasarvikut ega tiigrit
ega sõjariistu.
Ninasarvik ei leia sarve jaoks kohta.
Tiiger ei leia küünte jaoks kohta.
Sõjariist ei leia temas kohta.
Sest temas pole surma.

Expôr vida é impôr morte.
Três em dez são companheiros na vida;
Três em dez são companheiros na morte;
Três em dez são companheiros que caminham para o campo de morte.
E qual é a razão?
Por viverem intensamente a vida.
Ouve-se do que bem cultiva a vida:
Por terra não encontra rinocerontes ou tigres
Entre um exército não sofre com armas e escudos.
O rinoceronte não encontra onde cravar o chifre;
O tigre não tem onde cravar as garras;
As armas não encontram onde cravar a lâmina.
E qual é a razão?
O homem santo não tem campo de morte.